... porque quero guardar todos os detalhes, que eventualmente o tempo poderá tentar apagar.

EM RESUMO: família geralmente a gente não escolhe, nascemos dentro dela, mas no meu caso paterno minha família me escolheu a partir do segundo momento em que me encontrei com meu querido PAIdrasto JOSÉ AUGUSTO, quando ele ternamente passou a mão em meus cabelos e me pediu para pegar algo a ele e me chamou de FILHA (Filha, pega tal coisa pra mim), já no segundo dia de contato comigo, como namorado da minha mãe, gente, era um homem se tornando pai naquele instante e eu me tornando filha de um homem e não apenas da minha mãe, que embora tenha cumprido de forma exemplar seu papel até ali como “pãe”, foi bom ter mãe e pai a partir dali.
EU ANSIAVA PELA FIGURA PATERNA em minha vida e DEUS me brindou com o melhor, não poderia ter sido outro, a generosidade e entrega dele comigo e meu irmão foram de um lorde! E não foi diferente com os demais entes daquela família, perfeita no sentido da PERFEIÇÃO NO AMOR, corações abertos e mais que receptivos e há mais de 25 anos sou filha, sobrinha, prima e neta da família “ROCHA” em Assis.
DOR: por isso minha dor, minha retirada nos últimos dias na vida real e virtual, deglutir o óbito do meu querido pai (QUE ESCOLHEU SER MEU PAI, NÃO FOI POR NASCIMENTO, FOI POR ESCOLHA) há 11 anos já é difícil para mim (MUITO), até hoje não superei sua ausência e perder a mãe dele agora, minha “vó Ana” que era um pedaço físico dele ainda aqui na terra foi doloroso demais, sentimentos afloraram sobremaneira. Ela era uma das poucas pessoas puras que conheci na vida, no sentido mais exato do termo, acho que como ela sobrou apenas o meu avô materno que está com câncer e que eu achava que morreria antes dela, pessoas que não foram afetados pela vida em sociedade, pelas mazelas da vida em sociedade, sem ganância, consumismo, chego a afirmar que nesta fase da vida em que se encontram difícil seria encontrar algum traço de qualquer um dos pecados capitais, nem mesmo a gula!
CONFUSÃO DE SENTIMENTOS NO ENTERRO: quando abriram o túmulo para o sepultamento da minha querida avó na terça-feira passada, os ossos do meu querido pai foram retirados em um saco, por minutos apenas, visando dar espaço para a entrada do caixão, eu estava ao lado do “saco” enquanto minha avó era colocada lá, não me contive, toquei nos ossos dele por duas vezes, quase explodi de emoção, meu corpo tremia demais, descarga imensa de adrenalina, sei que meu querido PAI “GUSTO” está dentro do meu coração e ao lado de DEUS, eu acredito nisso, mas queria sentir sua presença física mais uma vez, talvez a última, nunca imaginei que isso pudesse acontecer um dia: um último momento, um último toque, houve dentro de mim realmente uma confusão de sentimentos, inclusive serenidade. Em poucas palavras, acho que eu quis estar mais um instante só com ele nestes dias, com a “presença”, tudo ficou tão pequeno que eu não queria mais nada, nem internet, nem encontrar pessoas, nem falar, apenas lembrar.
OBRIGADA mais uma vez a cada manifestação amiga por qualquer meio (internet, telefone, abraço...), fiquei muito sensibilizada com todos os gestos de carinho que recebi, que DEUS possa realizar todos os sonhos e anseios de cada um de vocês. Este blog e o outro voltam a ser atualizados com a rotina de sempre a partir de segunda-feira. Obrigada. Beijinhos mil. Excelente final de semana a todos. Fiquem e estejam sempre com DEUS. leila diniz.
JÁ FALEI SOBRE meu pai querido em outra postagem, se interessar a leitura clique aqui.